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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Grupos partidarizam eleições escolares em Itabaiana, diz empresário


A eleição dos dirigentes da Escola Estadual Dr. Antonio Batista Santiago, realizada na semana que passou, teve claro componente político, segundo avaliação do empresário Marcos Oliveira, o Marcos do PT. Segundo ele, houve forte pressão do grupo que apoiou a outra chapa concorrente. “Foi uma derrota da ‘chapa branca’, para que os atuais governantes entendam que a comunidade não está satisfeita com sua atuação, mostrando que os alunos e professores disseram não à ingerência de política partidária na vida escolar”, disse ele. Sobre o apoio à chapa vencedora, Oliveira acredita que não teve envolvimento de nenhum político. “Os políticos em Itabaiana estão desacreditados, acho que não teve nenhuma corrente política apoiando o grupo que ganhou, foi apenas o voto livre de quem não está à venda”, analisou ele, concluindo que “diretor de escola deve ser cargo de confiança da comunidade e não do Estado”. 

Sobre a atuação do seu partido, ele declarou que o PT está acéfalo em Itabaiana. “Não temos representatividade, mas eu pessoalmente, e outros, filiados somos contra essa gestão de Antonio Carlos, porque ele, até agora, não disse a que veio”. Na oportunidade, Marcos Oliveira descartou possível candidatura para o cargo de vereador. “Não tenho pretensão de ser candidato, mesmo porque, eleição de vereador não se ganha, mas se compra o mandato e não estou disposto a isso”, desabafou.

ELEIÇÃO POLÊMICA

Estudiosos defendem que promover a participação da comunidade escolar em decisões de natureza administrativa e pedagógica e tê-la como principal fiscalizadora da gestão são medidas fundamentais. Além disso, também é ponto pacífico que indicações políticas e simples concursos para o cargo são péssimas maneiras de se nomear uma direção, explica Vitor Henrique Paro, professor titular da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador em gestão escolar.

Por outro lado, o Ministério Público da Paraíba considera inconstitucional a lei que estabelece eleições diretas para gestores escolares por “retirar do chefe do Executivo a competência exclusiva para provimento de cargo público prevista no inciso X do art. 86, da Constituição estadual e do inciso V, §8º, do art. 22, suprimindo a liberdade dos detentores do mandato de chefia do Executivo para realizar a nomeação”. A questão está sendo analisada no Tribunal de Justiça da Paraíba que julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral de Justiça do Estado.

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